domingo, 19 de junho de 2011

Afinal, haverá um fim.

O poema quer falar, mas perde a voz
Os sentimentos gritam num eloquente saltitar.
As mãos traduzem o que as bocas não sabem falar,
E a cabeça se pergunta porque o eu não pode ser nós.

As incertezas me consomem
As dúvidas pairam no ar
O amor não é o mesmo
E o coração cansou de esperar.

Está perto e se sentir longe,
Querer sem saber, correr e se perder
Haverá um sentido no fim?
Talvez o destino saiba que é melhor assim.

Até encontrar o fim,
Viverei entre o bem e o mal.
Quem sabe um dia eu aprenda
A viver agora sem buscar o final.

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